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Mundial 2026: EUA ainda são os melhores dos “outros”, com o pódio de 1930

DESPORTO

Quando se fala em candidatos ao título do Mundial de 2026, os holofotes recaem naturalmente sobre potências como Brasil, Argentina, França, Alemanha e Espanha. No entanto, existe um grupo de seleções que sonha em quebrar essa hegemonia. Entre elas, os anfitriões Estados Unidos continuam a ostentar um feito que poucos lembram: o terceiro lugar conquistado no Mundial de 1930.

A campanha norte-americana na primeira edição da Copa do Mundo permanece como o melhor resultado da história do país na competição. Naquele torneio disputado no Uruguai, os Estados Unidos venceram Bélgica e Paraguai por 3-0, avançaram às semifinais e terminaram oficialmente na terceira posição, atrás apenas de Uruguai e Argentina. Como não houve disputa pelo terceiro lugar, a classificação foi definida posteriormente pela FIFA com base no desempenho das equipas.

Mais de nove décadas depois, nenhuma geração norte-americana conseguiu superar essa marca. Nem mesmo a campanha de 2002, quando os EUA chegaram aos quartos de final, foi suficiente para ultrapassar o histórico pódio alcançado pelos pioneiros de 1930.

O contexto do Mundial de 2026, organizado conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá, oferece aos norte-americanos uma oportunidade rara. Com uma geração mais experiente, apoio massivo das bancadas e o crescimento constante do futebol no país, os EUA chegam como uma das seleções mais fortes fora do círculo tradicional dos campeões mundiais.

Ainda assim, a distância para as grandes potências continua a ser significativa. O objetivo mais realista para os norte-americanos poderá ser repetir ou aproximar-se da façanha de 1930. Se conseguirem alcançar novamente as semifinais, já terão igualado o maior feito da sua história e consolidado o estatuto de principal força entre as seleções que nunca levantaram a taça.

Num Mundial cada vez mais competitivo, os Estados Unidos entram como os “melhores dos outros”: não pertencem ao grupo dos favoritos absolutos, mas carregam um passado que prova que, em circunstâncias certas, podem voltar a surpreender o mundo.

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