Portugal e Chile preparam-se para voltar a cruzar caminhos quase uma década depois de um dos encontros mais marcantes da história recente da Seleção Nacional. O duelo traz inevitavelmente à memória a amarga noite de Kazan, em 2017, quando a equipa das quinas viu escapar a presença na final da Taça das Confederações.
Naquela ocasião, as duas seleções protagonizaram um encontro equilibrado e intenso, que terminou sem golos após 120 minutos. A decisão foi adiada para o desempate por grandes penalidades, onde os chilenos foram mais eficazes. Portugal falhou as três primeiras tentativas e acabou eliminado, numa das derrotas mais dolorosas da era liderada por Fernando Santos.
A figura desse encontro foi o guarda-redes Claudio Bravo, que defendeu os remates de Ricardo Quaresma, João Moutinho e Nani, garantindo o apuramento da seleção sul-americana para a final. Do lado português, a frustração foi enorme, sobretudo porque a equipa chegava à competição embalada pela conquista do Euro 2016 e alimentava legítimas aspirações ao título.
Desde então, muita coisa mudou. Portugal renovou grande parte do seu plantel, conquistou a Liga das Nações e consolidou uma nova geração de talentos. Já o Chile viveu um período de transição mais complicado, procurando recuperar o protagonismo internacional que alcançou durante a década passada.
O reencontro entre as duas seleções surge agora com um contexto diferente, mas sem apagar as memórias de Kazan. Para os adeptos portugueses, continua a ser impossível esquecer uma eliminação que travou a possibilidade de conquistar mais um troféu internacional. Para os chilenos, representa uma das páginas mais memoráveis da sua história recente.
Independentemente do caráter do jogo, o embate promete despertar recordações e emoções dos dois lados. Afinal, sempre que Portugal e Chile se encontram, a sombra daquela noite russa de 2017 volta inevitavelmente a entrar em campo.