A rivalidade entre Europa e América do Sul continua a marcar a história dos Campeonatos do Mundo, mas os números mostram uma ligeira vantagem europeia na contagem de títulos. À entrada para o Mundial de 2026, as seleções do Velho Continente somam 12 conquistas, contra 10 das equipas sul-americanas.
A diferença foi construída sobretudo nas últimas duas décadas, período em que a Europa consolidou a sua supremacia na competição. Desde 2006, o troféu foi levantado por Itália, Espanha, Alemanha e França, interrompendo apenas em 2022, quando a Argentina devolveu o título à América do Sul ao vencer o Mundial do Catar.
Historicamente, a disputa tem sido equilibrada. O Brasil continua a ser a seleção mais titulada da história da prova, com cinco campeonatos do mundo, enquanto Argentina e Uruguai acrescentam mais cinco troféus ao palmarés sul-americano. Do lado europeu, Alemanha e Itália lideram com quatro títulos cada, seguidas por França com dois e Espanha e Inglaterra com um.
A evolução do futebol mundial ajudou a reforçar o peso das seleções europeias. A concentração dos principais campeonatos, infraestruturas de excelência e uma maior profundidade competitiva permitiram à UEFA aumentar a sua influência no panorama internacional e transformar regularmente várias equipas em candidatas ao título.
Ainda assim, a América do Sul continua a apresentar uma tradição única em Mundiais. Brasil e Argentina chegam praticamente a todas as edições entre os favoritos, sustentados por gerações sucessivas de talentos e por uma cultura futebolística profundamente enraizada.
O Mundial de 2026 oferece mais um capítulo desta disputa histórica entre continentes. A Europa parte na frente no número de títulos, mas a América do Sul terá nova oportunidade para reduzir a diferença e